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E o que fazer quando você nunca é levado a sério por ninguém? E por mais que se esforce, o único “reconhecimento” que um dia possa ter é  de uma besteira que fez?

Alguém, por favor, me dê o “emplastro Brás Cubas”???

E todos os dias parecem tão iguais… Mas meus pensamentos não. E o equilíbrio?

Será que realmente estou na fase de mutação do camelo para o leão? Acho que permaneço no camelo… E isso é que me desespera.

De que adianta eu estar presa aqui
E você presa ai,
Sem poder sair,
Sem ter para onde ir?Numa gaiola nos trancaram.
Querem que cantemos.
Viver nos mandaram
Mas assim, não conseguiremos.

Você completa minha alma.
Só você tira-me da solidão.
Intensamente liberta e acalma,
O meu aflito coração.

Sobre a gaiola, um pano escuro puseram.
Não consigo mais lhe ver.
Nos distanciar eles quiseram.
No entanto, meu amor você sempre vai ter.

Daqui alguns dias,
Sol não mais haverá.
O passarinho está preso, não sente mais alegria.
Cuidado, ele morrerá.

“Falta tanta coisa na minha janela
Como uma praia
Falta tanta coisa na memória
Como o rosto dela
Falta tanto tempo no relógio
Quanto uma semana
Sobra tanta falta de paciência
Que me desespero
Sobram tantas meias-verdades
Que guardo pra mim mesmo
Sobram tantos medos
Que nem me protejo mais
Sobra tanto espaço
Dentro do abraço
Falta tanta coisa pra dizer
Que nunca consigo

Sei lá,
Se o que me deu foi dado
Sei lá,
Se o que me deu já é meu
Sei lá,
Se o que me deu foi dado ou se é seu

Sei lá… sei lá… sei lá….

Vai saber,
Se o que me deu , quem sabe?
Vai saber,
Quem souber me salva
Vai saber,
O que me deu, quem sabe?
Vai saber,
Quem souber me salva…”

(Trevisan)

Não fui, na infância, como os outros
e nunca vi como outros viam.
Minhas paixões eu não podia
tirar de fonte igual à deles;
e era outra a origem da tristeza,
e era outro o canto, que acordava
o coração para a alegria.
Tudo o que amei, amei sozinho.
Assim, na minha infância, na alba
da tormentosa vida, ergueu-se,
no bem, no mal, de cada abismo,
a encadear-me, o meu mistério.
Veio dos rios, veio da fonte,
da rubra escarpa da montanha,
do sol, que todo me envolvia
em outonais clarões dourados;
e dos relâmpagos vermelhos
que o céu inteiro incendiavam;
e do trovão, da tempestade,
daquela nuvem que se alterava
só, no amplo azul do céu puríssimo,
como um demônio, ante meus olhos.

meu lugar com certeza não eh aqui. realmente criei mentiras concretas. as magoas, a culpa, a raiva… continuam.. todas elas continuam em mim. não sei explicar o que eu sinto.. simplesmente sinto. guardo muita coisa… acho q não quero q desapareçam… meu lugar nem eh esse… tenho q me segurar como estou. no fim terei q magoar o q amo? serah q o q eu admiro eh realmente admiravel?? dor… ela sempre vai me perseguir… junto com outros sentimentos.. enquanto isso eu vou tentando. e sobrevivendo por bons momentos. (os melhores). qria ter os bons momentos sempre.. e a proteção tbm. qria ao menos não pensar nisso. (eh assim qndo se tem poucas coisas (realmente importante importantes))

Sou aquele que vive na fronteira,
Aquele que não compreende nem a sim proprio.
Aquele que tentou de tudo pra ter o que qria.
Aquele que encontrou o que queria, mas talvez não mereça.
Aquele que se perdeu aos poucos e nem ao menos sabe se restou alguma coisa.
Aquele que será sempre perseguido por uma essencia estranha e ruim.
Aquele que não sabe nem explicar o que o move.

Aqueles que me têm muito amor
Não sabem o que sinto e o que sou…
Não sabem que passou, um dia, a Dor
À minha porta e, nesse dia, entrou.

E é desde então que eu sinto este pavor,
Este frio que anda em mim, e que gelou
O que de bom me deu Nosso Senhor!
Se eu nem sei por onde ando e onde vou!!

Sinto os passos da Dor, essa cadência
Que é já tortura infinda, que é demência!
Que é já vontade doida de gritar!

E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio.
A mesma angústia funda, sem remédio,
Andando atrás de mim, sem me largar!

“O que foi não mais existe; existe exatamente tão pouco quanto aquilo que nunca foi. Mas tudo que existe, no próximo momento, já foi. Conseqüentemente, algo pertencente ao presente, independentemente de quão fútil possa ser, é superior a algo importante pertencente ao passado; isso porque o primeiro é uma realidade, e está para o último com o algo está para nada.”

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“Toda a nossa existência é fundamentada tão-somente no presente – no fugaz presente. Deste modo, tem de tomar a forma de um constante movimento, sem que jamais haja qualquer possibilidade de se encontrar o descanso pelo qual estamos sempre lutando.”

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“A vida apresenta-se principalmente como uma tarefa, isto é, de subsistir de para ganhar a vida. Se for cumprida, a vida torna-se um fardo, e então vem a segunda tarefa de fazer algo com aquilo que foi conquistado – a fim de espantar o tédio, que, como uma ave de rapina, paira sobre nós, pronto para atacar sempre que vê a vida livre da necessidade.

A primeira tarefa é conquistar algo; a segunda é banir o sentimento de que algo foi conquistado, do contrário torna-se um fardo.”

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“Está suficientemente claro que a vida humana deve ser algum tipo de erro, com base no fato de que o homem é uma combinação de necessidades difíceis de satisfazer; ademais, se for satisfeito, tudo que obtém um estado de ausência de dor, no qual nada resta senão seu abandono ao tédio. Essa é uma prova precisa de que a existência em si mesma não tem valor, visto que o tédio é meramente o sentimento do vazio da existência.

Se, por exemplo, a vida – o desejo pelo qual se constitui nosso ser – possuísse qualquer valor real e positivo, o tédio não existiria: a própria existência em si nos satisfaria, e não desejaríamos nada. Mas nossa existência não é uma coisa agradável a não ser que estejamos em busca de algo; então a distância e os obstáculos a serem superados representam nossa meta como algo que nos satisfará – uma ilusão que desvanece assim que o objetivo é atingido”

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“Quanta tolice há no homem que se arrepende e lamenta por não ter aproveitado oportunidades passadas, as quais poderiam ter-lhe assegurado esta ou aquela felicidade ou prazer! O que resta desses agora? Apenas o fantasma de uma lembrança! E é o mesmo com tudo aquilo que faz parte de nossa sorte. De modo que a forma do tempo, em si, e tudo quanto é baseado nisso, é um modo claro de provar a nós a vacuidade de todos deleites terrenos.”

Na Calçada sentada
Tentando chorar
Fico à espera da minha alma.

Tentei chegar ao meu caminho.
A fraqueza quem me parou.
Neste mundo sozinho.
Que você não perdoou.

Pessoas a minha frente
Passam sorrindo.
E eu aqui descontente.
Ao chão vou caíndo.

19/09/07