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E o que fazer quando você nunca é levado a sério por ninguém? E por mais que se esforce, o único “reconhecimento” que um dia possa ter é  de uma besteira que fez?

Alguém, por favor, me dê o “emplastro Brás Cubas”???

E todos os dias parecem tão iguais… Mas meus pensamentos não. E o equilíbrio?

Será que realmente estou na fase de mutação do camelo para o leão? Acho que permaneço no camelo… E isso é que me desespera.

“Falta tanta coisa na minha janela
Como uma praia
Falta tanta coisa na memória
Como o rosto dela
Falta tanto tempo no relógio
Quanto uma semana
Sobra tanta falta de paciência
Que me desespero
Sobram tantas meias-verdades
Que guardo pra mim mesmo
Sobram tantos medos
Que nem me protejo mais
Sobra tanto espaço
Dentro do abraço
Falta tanta coisa pra dizer
Que nunca consigo

Sei lá,
Se o que me deu foi dado
Sei lá,
Se o que me deu já é meu
Sei lá,
Se o que me deu foi dado ou se é seu

Sei lá… sei lá… sei lá….

Vai saber,
Se o que me deu , quem sabe?
Vai saber,
Quem souber me salva
Vai saber,
O que me deu, quem sabe?
Vai saber,
Quem souber me salva…”

(Trevisan)

Milhões de pensamentos por segundo.

Milhões de besteiras feitas…

Momento de reflexão moral sobre minha vida.

É… Acho que está na hora de mudar, mas como mudar se não há nada que me dê forças para isso???

Perguntas sem respostas… Caminho sem direção alguma… Esforço por nada…

E a dor é pior do que qualquer outra que já senti.

Bloqueio intelectual e desmotivação pra qualquer coisa. Entorpecimento mental.

Tentar ser forte a todo e cada amanhecer… Mostrar os dentes apenas. Só quero voltar a sorrir como antigamente… E voltar a ser quem eu era. Não quero ser essa pessoa que me tornei… Quero meu equilíbrio de volta, minha vida de volta. Não quero apenas tentar sobreviver.

Estranho é TENTAR sobreviver, uma vez em que sobreviver já é terrível. Imaginem TENTAR ter esse “algo” terrível. Não há palavras que definam o quão ruim é tentar, tentar e tentar… Nem ao menos isso consigo.

Qual seria a minha utilidade aqui neste “plano”? Ocupar espaço apenas?

Antes de mais nada, eu tentei. Lavo minhas mãos.

“Quando tudo está perdido sempre existe um caminho, quando tudo está perdido sempre existe uma luz. Mas, não me diga isso, hoje a tristeza não é passageira.”

E por um tempo eu tive a ilusão de que a lunática havia me deixado, mas não… Ela permanece em minha cabeça. Estava apenas dormindo.

Uma ajuda seria bem vida. Talvez uma compreensão…

Com isso eu apenas afasto todos que estão do meu lado, como sempre acaba acontecendo…

Eminentemente profética, embora não necessariamente utópica… Isso que eu sou. Aliás, nisso que a loucura me transformou.

Não sei mais pensar por mim mesma. A lunática tomou conta de mim…

E o pior de tudo isso é que me afasto de todos… (in)conscientemente.

Que saudade de outros tempos…

Mas é isso, a vida continua… E os altos e baixos (de 5 em 5 minutos) também, infelizmente. Entorpecida sem uso de entorpecentes…
Anestesiada com essa vida… (ou algo parecido com vida).

E se alguém quiser, “I see you on the dark side of the moon”. É lá que estarei. Utópico, não?

Intermitências…

Acho que a palavra diz por si só…

Vazio mental… Nada como um dia anterior que faz com que esse vazio retorne…

E tais vazios vêm desde sempre. Não sei dizer se bons ou ruins.

Sessões de nostálgicas mal lembradas. E isso tudo misturado com o vazio interno enquanto apenas “mostro os dentes” ao invés de sorrir.

Vida complicada, não?

Não saber realmente o que estou sentido no momento. É algo muito estranho.

Sem capacidade mental pra fazer um post decente, mas apenas pra constar.

E a música que não sai da minha cabeça: “Again I go unnoticed”.

Out of time.